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Nova babá em casa: passo a passo para uma adaptação sem traumas

A chegada de uma nova babá altera o ecossistema da casa e precisa de adaptação sem traumas.

Para a criança, especialmente entre os 8 meses e 2 anos (pico da angústia de separação), ver uma pessoa estranha assumindo cuidados íntimos pode ser assustador. Para a mãe, o sentimento de culpa ou ciúmes também pode surgir.


O segredo para superar essa fase não é a sorte, mas sim um processo chamado "Adaptação Assistida".


Bebê com chupeta em pé no berço apoiando as mãos na grade
Bebê com chupeta em pé no berço apoiando as mãos na grade

Esperar que a criança aceite a nova cuidadora no primeiro dia e dê "tchau" para a mãe sorrindo é irreal. A adaptação exige tempo, paciência e estratégia para que seja efetiva para a Babá e para a família como um todo, especialmente para o bebê/criança. Isso faz com que não gere traumas.


O Papel da Mãe (ou Pai) na Transferência de Confiança


A criança lê as emoções dos pais. Se a mãe está insegura, a criança sentirá medo. Nos primeiros dias (idealmente na primeira semana ou durante os 30 dias que antecedem um retorno ao trabalho, por exemplo), a mãe ou um responsável de confiança deve permanecer em casa. A ideia não é vigiar, mas interagir. Brinque junto com a babá e a criança.


Deixe a babá oferecer o brinquedo, depois o lanche, depois o banho, enquanto você está por perto, validando a presença dela. Essa "passagem de bastão" gradual mostra para a criança que aquela nova pessoa é confiável e aprovada pelos pais.


Erros Comuns a Evitar


O maior erro na adaptação é sair escondido. Muitos pais acham que, se saírem enquanto a criança está distraída, evitarão o choro. Isso é um ledo engano. Quando a criança percebe que o pai sumiu, ela sente que foi abandonada e que o pai pode desaparecer a qualquer momento, gerando uma insegurança crônica.


O correto é sempre se despedir: "A mamãe vai trabalhar, você vai ficar brincando com a Fulana e a mamãe volta depois do lanche". Mesmo que haja choro, a confiança na palavra do pai é mantida.


Respeite o Tempo do Vínculo


Permita que a babá imprima o jeito dela nas brincadeiras e rotinas. Às vezes, a mãe quer que a babá faça exatamente igual a ela, mas permitir que a profissional crie suas próprias conexões e brincadeiras com a criança facilita o vínculo. A paciência nas duas primeiras semanas é o investimento que garante anos de uma relação tranquila e afetuosa.


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