Nova babá em casa: passo a passo para uma adaptação sem traumas
- Anna Karolina Ribeiro

- 27 de jan.
- 2 min de leitura
A chegada de uma nova babá altera o ecossistema da casa e precisa de adaptação sem traumas.
Para a criança, especialmente entre os 8 meses e 2 anos (pico da angústia de separação), ver uma pessoa estranha assumindo cuidados íntimos pode ser assustador. Para a mãe, o sentimento de culpa ou ciúmes também pode surgir.
O segredo para superar essa fase não é a sorte, mas sim um processo chamado "Adaptação Assistida".

Esperar que a criança aceite a nova cuidadora no primeiro dia e dê "tchau" para a mãe sorrindo é irreal. A adaptação exige tempo, paciência e estratégia para que seja efetiva para a Babá e para a família como um todo, especialmente para o bebê/criança. Isso faz com que não gere traumas.
O Papel da Mãe (ou Pai) na Transferência de Confiança
A criança lê as emoções dos pais. Se a mãe está insegura, a criança sentirá medo. Nos primeiros dias (idealmente na primeira semana ou durante os 30 dias que antecedem um retorno ao trabalho, por exemplo), a mãe ou um responsável de confiança deve permanecer em casa. A ideia não é vigiar, mas interagir. Brinque junto com a babá e a criança.
Deixe a babá oferecer o brinquedo, depois o lanche, depois o banho, enquanto você está por perto, validando a presença dela. Essa "passagem de bastão" gradual mostra para a criança que aquela nova pessoa é confiável e aprovada pelos pais.
Erros Comuns a Evitar
O maior erro na adaptação é sair escondido. Muitos pais acham que, se saírem enquanto a criança está distraída, evitarão o choro. Isso é um ledo engano. Quando a criança percebe que o pai sumiu, ela sente que foi abandonada e que o pai pode desaparecer a qualquer momento, gerando uma insegurança crônica.
O correto é sempre se despedir: "A mamãe vai trabalhar, você vai ficar brincando com a Fulana e a mamãe volta depois do lanche". Mesmo que haja choro, a confiança na palavra do pai é mantida.
Respeite o Tempo do Vínculo
Permita que a babá imprima o jeito dela nas brincadeiras e rotinas. Às vezes, a mãe quer que a babá faça exatamente igual a ela, mas permitir que a profissional crie suas próprias conexões e brincadeiras com a criança facilita o vínculo. A paciência nas duas primeiras semanas é o investimento que garante anos de uma relação tranquila e afetuosa.
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