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Babá folguista: o que faz, quando contratar e como organizar a rotina da criança

13 de out.
3 min de leitura

Quando uma família já possui uma babá fixa, pode surgir uma dificuldade: quem cuida da criança no dia de folga da profissional?

É justamente aí que entra a babá folguista.


Babá e criança compartilham um momento de carinho e luz na cozinha iluminada pelo sol da manhã.
Babá e criança compartilham um momento de carinho e luz na cozinha iluminada pelo sol da manhã.

Ela pode ser responsável por cobrir folgas, determinados períodos ou necessidades específicas da família. Porém, apesar de parecer uma contratação simples, é importante entender exatamente qual será a rotina e qual é o formato adequado de contratação.


O que faz uma babá folguista?


A função principal é garantir continuidade no cuidado da criança quando a profissional principal não está trabalhando.


Mas existe um detalhe importante: a folguista precisa conhecer a rotina.

Ela deve saber, por exemplo:

  • horário das refeições;

  • rotina de sono;

  • escola;

  • atividades;

  • alergias;

  • contatos dos responsáveis;

  • regras da família;

  • passeios autorizados;

  • preferências da criança;

  • orientações importantes.


Quanto mais organizada for a passagem de informações entre a babá fixa e a folguista, melhor.


A criança precisa conhecer a profissional


Imagine uma criança que passa a semana inteira com uma determinada cuidadora e, de repente, encontra uma pessoa completamente desconhecida no sábado.

A mudança pode ser desconfortável.

Por isso, quando possível, é interessante que a criança conheça a folguista previamente.

A apresentação pode acontecer em um momento tranquilo, permitindo que a criança veja a profissional interagindo com a família.

Isso ajuda a construir familiaridade.


Folguista e diarista são a mesma coisa?


Não necessariamente.

O nome utilizado para a profissional não determina sozinho a natureza da relação de trabalho.

O eSocial estabelece regras específicas para o trabalho doméstico e a legislação considera diversos elementos para caracterizar a relação. O próprio eSocial informa que empregados domésticos podem ter diferentes modalidades de jornada e que o controle da frequência é uma obrigação relevante.


Por isso, famílias que utilizam uma profissional com frequência devem analisar corretamente a forma de contratação, especialmente quando existe prestação habitual.


Como organizar a passagem da rotina?


Uma excelente prática é criar um Manual da Criança.

Não precisa ser um documento enorme.


Pode conter:

Rotina da manhã

  • horário de acordar;

  • higiene;

  • café da manhã;

  • escola.

Alimentação

  • horários;

  • preferências;

  • restrições;

  • alergias.

Sono

  • horário;

  • ritual;

  • objetos de conforto.

Passeios

  • locais autorizados;

  • horários;

  • regras de segurança.

Emergências

  • telefones dos responsáveis;

  • contatos autorizados;

  • informações relevantes.


A folguista também precisa saber os limites


Um erro comum é pensar que, por trabalhar apenas em determinados dias, a profissional precisa “dar conta de tudo”.

As responsabilidades devem ser combinadas.

O trabalho da babá é prioritariamente relacionado ao cuidado da criança. Outras atividades precisam ser claramente definidas para evitar expectativas diferentes.


O Espaço Mamma já trabalha esse tema em seu conteúdo ao orientar famílias a estabelecer previamente as funções da babá e evitar acúmulo de atividades.


Como escolher?

Procure uma profissional com:

  • experiência semelhante;

  • boas referências;

  • disponibilidade compatível;

  • capacidade de adaptação;

  • comunicação clara;

  • postura profissional;

  • conhecimento sobre cuidados infantis.

E, principalmente, considere a compatibilidade com a criança.


A folguista não precisa ser uma cópia da babá fixa. Mas precisa conseguir manter os principais elementos da rotina.


O objetivo é continuidade


Uma boa folguista não “substitui” apenas uma pessoa.

Ela ajuda a preservar a continuidade do cuidado.

Isso é especialmente importante para crianças pequenas, que se beneficiam de previsibilidade, segurança e adultos que conhecem suas necessidades.

Para a família, contar com uma rede de profissionais previamente selecionadas também reduz o estresse quando surge uma ausência inesperada.

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